The children hours um dos pioneiros sobre a temática lésbica

Lip Service – nova série uma obra da BBC

Fingersmith (Falsas Aparencias) em três capitulos

Disturbios de personalidade . Você já detectou alguém assim?

escolas entram na luta contra a pedofilia

domingo, 31 de outubro de 2010

O dia seguinte, após a separação. Quem sai mais ferido?


É possível afirmar que existem algumas características que são constantes e gerais dos estados emotivos e psíquicos próprios dos momentos de separação, particularmente dolorosos e difíceis de superar, mesmo cada indivíduo sendo único e cada experiência de vida nunca se repetir em sua especificidade. A dor da separação é, com freqüência, fisicamente sentida. São comuns as dores no peito e a sensação de peso, sufocamento e falta de ar (Maldonado, 1995). Além disso, a incapacidade de trabalhar efetivamente, má saúde, mudanças no peso, disfunção sexual, insônia e outros transtornos do sono também são freqüentes (Carter & Mcgoldrick, 1995). Cada separação tem uma história e, quase sempre, provoca um abalo emotivo que, segundo Giusti (1987), na escala das causas de estresse, vem imediatamente após a morte de um parente ou o choque de ser preso, e que pode ser considerado equivalente ao trauma causado pela perda da única fonte de subsistência. Quando o relacionamento se rompe, o trabalho necessário para recuperar o equilíbrio emocional e existencial requer um dispêndio de energia psíquica, e esse dispêndio, freqüentemente, provoca deterioração física e nervosa, tal como ocorre durante um luto grave. Caruso (1981) afirma que estudar a separação amorosa significa estudar a presença da morte na vida. Referindo-se ao ditado francês partir c'est mourrir un peu (partir é morrer um pouco), Caruso (1981, p.12) afirma que, na separação, há uma sentença de morte recíproca: "o outro morre em vida dentro de mim e eu também morro na consciência do outro".
Segundo Freud (1974), o luto profundo, como reação à perda de alguém que se ama, pode ser resumido como um estado de espírito penoso, na cessação de interesse pelo mundo externo, na perda da capacidade de adotar um novo objeto de amor (o que significa substituí-lo) e no afastamento de toda e qualquer atividade que não esteja ligada a pensamentos sobre ele. O indivíduo em luto geralmente experimenta um desejo de reparar a perda e destruir o objeto que foi internalizado como "bom" (Baker, 2001). É impossível prever quanto tempo durará o "período de luto", assim como é difícil determinar o momento em que ele começa efetivamente (Giusti, 1987). Segundo Féres-Carneiro (1998), o tempo de elaboração do luto pela separação pode ser maior do que aquele do luto por morte.http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932006000100009&lng=pt&nrm=iso

Nenhum comentário:

Postar um comentário