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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A situação dos Homossexuais nos EUA

De Bush a Barack Obama quase nada mudou para os gays quanto aos direitos humanos. Promessas aqui , promessas ali, e nada avança. A intolerância, e a falta de empenho do Governo deixam as coisas como sempre estiveram : Escuras , sombrias e violentas. A elite cultural dos Eua veio a público na campanha que elegeu Barack Obama esperando dele ajuda em forma de leis e do partido Democrata, reconhecimento dos direitos Gays e absolutamente nada aconteceu que mudasse este quadro. Leias abaixo algumas noticias que demonstram que Os Eua são puritanos ao extremo e por isso filmes e séries gays teêm pouca chance por lá. Nos Estados Unidos, que têm comunidade muito consciente de seus direitos, ainda há vários estados que limitam as liberdades. Por incrível que pareça, São Francisco, conhecida internacionalmente com uma das mecas gays do mundo, ainda tem muitas arestas a serem aparadas. O caso da brasileira Marta Donayre, que vive nos EUA desde 1993, ilustra bem a realidade local. Para ela, sua parceira Leslie Bulbuk e tantos outros gays e lésbicas, a principal dificuldade está na legislação. Alguns estados reconhecem a união entre homossexuais. Outros não. E, no âmbito federal, a situação se complica, pois o governo dos Estados Unidos não aceita a união de gays e lésbicas para fins imigratórios. E é aí que está o drama. Marta possui o visto de trabalho. Em abril de 2001, viveu o terror do desemprego e, com ele, a necessidade de partir ou viver clandestinamente nos EUA, com o risco de ser deportada. "Deixaria tudo o que construí nesses oito anos para trás, inclusive minha parceira, que é americana. É claro que se fosse um casal hétero seria diferente. Nossa relação não significa nada aos olhos da lei, que é discriminatória", reclama Marta, ao mesmo tempo em que diz que, por sorte, arrumou novo emprego uma semana antes de partida. Sinal de que democracia americana não é tão democrática assim está na postura do ex-prefeito de Nova York, Rudolf Giuliani, que governou por dois mandatos. Sob argumento da Tolerância Zero para barrar o avanço da Aids, Giuliani fechou saunas e boates. Hoje as casas noturnas funcionam na presença de seguranças que não permitem manifestação sexual. Para que haja encontro mais livre, deve ficar caracterizado que não se trata de encontro público, e a entrada é autorizada somente para convidados. Segundo o professor de História da América Latina na Universidade do Estado da Califórnia James Green, presidente eleito da Brazilian Studies Association, nos Estados Unidos existe um forte movimento de direita que utiliza a abertura em relação aos direitos dos homossexuais para organizar campanhas contra os avanços obtidos por movimentos de gays, lésbicas e transgêneros nos últimos trinta anos. Esse movimento recebe apoio de igrejas evangélicas e fundamentalistas. De outro lado, expandiu-se o espaço do homossexual na mídia e a aceitação por parte da sociedade em geral. "É uma situação desigual e combinada, ou seja, uma tolerância crescente e uma resistência intransigente", afirma. André Fischer destaca o assassinato de Brendon Teena, nos Estados Unidos, como resultado da dicotomia americana. O brutal crime deu origem ao documentário Brendon Teena Story, de 1998, que inspirou o longa-metragem Meninos não Choram. Brandon foi viver na pequena cidade de Falls City, no Nebraska, onde optou viver como desejava e encantou aquela comunidade. Ganhou o amor de Lana Tisdel, uma linda garota loira de 19 anos e também a mais popular de Falls City. Mas, como Brandon era Teena Brandon seu destino recebeu outros rumos diante da implacável incompreensão. Brandon foi brutalmente violentado e assassinado em 1993. Sua morte tornou-se símbolo da ignorância e intolerância dos Estados Unidos. Comuns nos anos 50 e 60 por parte da polícia, os abusos e a violência desvelada diminuíram em decorrência das campanhas realizadas por grupos militantes junto aos políticos e à administração da polícia. "Quando houve a manifestação em Nova York para celebrar os 25 anos de Stonewall, a polícia trabalhou orientando os turistas, que talvez não entendessem a visibilidade dos gays em todos os pontos da cidade", exemplifica Green. O final dos anos 90 foi um período marcado pela expansão dos direitos legais dos homossexuais em vários países e pelo aumento da visibilidade dos gays e das lésbicas no Brasil. Em São Paulo, a quinta parada GLBT reuniu cerca de 200 mil pessoas. Na Europa, um fato curioso é que atualmente pelo menos quatro prefeitos de cidades importantes são homossexuais assumidos: o francês Bertrand Delanöe (Paris), o belga Elio di Rupo (Mons), o suíço Manuel Tornare (Genebra), o alemão Klaus Wowereit (Berlim). A Alemanha, um dos países mais violentos na repressão a homossexuais há algumas décadas, quando os confinava em campos de concentração e os identificava com o triângulo rosa nazista, tem se destacado pelo respeito à diversidade. O Partido Trabalhista inglês apresentou à câmara de deputados um projeto de parceria civil; a França aprovou o chamado Pacto de Solidariedade Civil, uma polêmica lei que concede mais direitos a casais não-casados, sejam hétero ou homossexuais. E até a Colômbia, país historicamente conservador, como a maior parte dos que tiveram colonização hispânica, conseguiu aprovar no Senado um projeto de lei que autoriza a constituição de sociedades entre pessoas do mesmo sexo. A Holanda, conhecida mundialmente pelo respeito às liberdades individuais, legalizou neste ano o direito de adoção de crianças por casais homossexuais. Pouco antes, havia igualado sob o aspecto legal os casamentos de homo e heterossexuais, o que implica a consagração dos mesmos direitos (herança, aposentadoria) e obrigações (pensão alimentícia em caso de separação). O caso do homossexual Tjerd Herrema, atual subprefeito regional de Amsterdam e ex-diretor da principal central sindical holandesa, a FNV, ilustra bem o clima de liberdade que se expandiu rapidamente na sociedade pós-hippie e feminismo. Ele afirma que nunca se sentiu discriminado por sua orientação sexual dentro da central sindical, pois nela já existiam muitos gays declarados e isso não era mais novidade. Herrema decidiu ter um filho, Sam, junto com seu namorado - que é pai biológico da criança - e um casal de lésbicas. Sam foi gerado por inseminação artificial, tem 4 anos e já freqüenta a escola. "Até hoje ele nunca perguntou por que tem duas casas, dois pais e duas mães, pois para ele isso é natural, nunca houve outra realidade. Ao contrário, são os seus amigos da escola que perguntam aos respectivos pais por que só têm uma casa, um pai e uma mãe", afirma. "Às vezes vamos todos juntos às reuniões de pais, outras vezes nos revezamos. No Natal e nas festas nacionais, nos reunimos os cinco, e são os momentos que Sam mais gosta", relata. Falta muito para acabar com a intolerância e os maus tratos destinados aos homossexuais, mas transformações são possíveis e visíveis. Lá é o seguinte : Se você for gay, fique calado e nunca confesse , senão...

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